O que é uma formação intraempresa?

Hoje, proponho começar uma série de artigos que abordarão o mundo da formação profissional. Neste universo, distinguimos duas grandes categorias: a formação interempresarial, que reúne aprendizes de diferentes empresas, e a formação intra-empresarial, que diz respeito apenas aos funcionários de uma mesma empresa. Portanto, vamos desenvolver esses diferentes formatos de formação profissional para ajudá-lo a diferenciar entre a formação inter e a formação intra, começando aqui pela formação intra-empresarial.

    • Formação intra-empresarial: definição?
    • Quais são as vantagens da formação intra-empresarial?
      • Liberdade de planejamento
      • Escolher o local da formação
      • Escolha do conteúdo
      • Privacidade
      • Negociação
      • Eficácia
    • E os inconvenientes da formação intra-empresarial?
      • Preparação
      • Rentabilidade
      • Novos formatos surgem
    • Quem é o organismo de formação?
    • Em resumo

Formação intra-empresarial: definição?

Como mencionamos brevemente anteriormente, trata-se de uma sessão de formação organizada exclusivamente para os funcionários de uma mesma empresa. Ela pode ocorrer nas instalações do empregador, em uma sala do centro de formação que organiza a sessão ou em uma sala de formação alugada, por exemplo, durante seminários empresariais. Dado que se refere apenas a uma empresa e, portanto, a um único cliente para um organismo de formação, a formação intra apresenta a principal vantagem de se adaptar às expectativas do candidato.

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Ao contrário da formação interempresarial, que desenvolveremos em um futuro artigo, não há um calendário fixado previamente com datas impostas e nenhum número mínimo de inscritos: as regras são discutidas diretamente entre o cliente e o formador.

Quais são as vantagens da formação intra-empresarial?

Liberdade de planejamento

A empresa que organiza, e que financia a maior parte do tempo essa formação, tem a liberdade de escolher as datas em que a formação ocorre. Dependendo do plano de formação, da disponibilidade dos funcionários e do formador, pode, por exemplo, decidir organizá-la durante os períodos de baixa atividade da empresa, limitando assim a perda de produtividade de seus funcionários ao otimizar esse tempo para a formação.

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Escolha do local de formação

O empregador também pode decidir o local da formação com base no objetivo desejado. Será mais fácil reunir os funcionários que têm responsabilidades em seu canteiro habitual, em uma sala fornecida pela empresa, se eles precisarem estar rapidamente no local em caso de emergência. Por outro lado, ele pode optar por organizar a formação em um local remoto, até mesmo isolado, para imergir os aprendizes no espírito de formação, uma espécie de “retiro” empresarial, evitando o risco de falta de envolvimento precisamente devido aos problemas diários da empresa. A formação também pode ocorrer nas instalações do organismo de formação.

Escolha do conteúdo

O conteúdo pode ser direcionado e adaptado ao público, às necessidades específicas da empresa, o que nem sempre é o caso quando participantes de diversos contextos estão envolvidos. Ao utilizar um organismo de formação, você terá acesso a uma gama de formações “prontas para uso” com um verdadeiro know-how, que podem ser implementadas rapidamente e até ligeiramente modificadas para atender às necessidades do candidato, como uma formação linguística em empresa que pode abordar o vocabulário da atividade dos clientes na indústria. Mas a empresa também pode precisar criar formações sob medida para atender a necessidades específicas. Um consultor então elaborará um programa de acordo com as especificações da empresa, o que leva um pouco mais de tempo do que uma fórmula pronta.

Privacidade

Como vimos, a formação intra-empresarial reúne os funcionários de uma única empresa. Portanto, é possível compartilhar informações confidenciais que devem permanecer internas (neste caso, é preferível ter um palestrante interno ou fazer o formador assinar um acordo de confidencialidade).

Negociação

Outra vantagem da formação intra é que a empresa poderá negociar os custos diretamente com o organizador, especialmente com base no número de participantes, no período ou na duração. Como em toda negociação comercial, em geral, quanto mais participantes, menor será o custo por funcionário treinado. Se você tiver uma ideia bastante precisa da formação que deseja, ou mesmo uma especificação definida, poderá ser interessante propor um licitante para fechar um contrato com um organismo de formação. No entanto, é necessário um certo número de participantes para que esse procedimento seja vantajoso.

Eficácia

Como a maioria dos participantes se conhece, a coesão do grupo geralmente é rapidamente alcançada, o que resulta em uma dinâmica benéfica para o progresso da formação e permite começar diretamente com as questões que afetam a empresa em questão.

E os inconvenientes da formação intra-empresarial?

Como muitas vezes, os inconvenientes de alguns serão as vantagens de outros e vice-versa. Dependendo do orçamento, do cronograma e de outras restrições, a formação intra-empresarial nem sempre é a escolha número um. Há dois pontos que poderiam levar a escolher outro tipo de formação.

Preparação

Embora muitas organizações de formação tenham, como dissemos, já preparado programas, o interesse da formação intra é, no entanto, organizar uma formação personalizada para a empresa. E essa personalização requer um trabalho de preparação, encontros com a organização, testes, trocas… que custam tempo.

Rentabilidade

Criar uma formação sob medida para duas pessoas, com investimentos financeiros e de tempo como acabamos de mencionar, pode não ser a melhor solução, mesmo que se trate de reunir funcionários de locais distantes em um único lugar. Nesse caso, é preferível optar pela formação interempresarial. Os especialistas em formação profissional estimam que é rentável criar uma formação intra para 5 aprendizes.

Novos formatos surgem

Já descrevemos o que é mais frequentemente feito no âmbito da formação intra-empresarial. No entanto, a formação profissional não fica alheia ao surgimento de novas tecnologias.

Assim, vemos o surgimento de programas de formação intragrupos por videoconferência: o formador e os funcionários a serem treinados são filmados em diferentes salas e se veem em retorno por telas interpostas. Além desse aspecto técnico, as modalidades e os benefícios são os mesmos que na formação intra chamada “clássica”. Pode até economizar custos e tempo, especialmente relacionados à viagem dos aprendizes e/ou formadores, ao aluguel de salas… Esse método pode atender a uma série de demandas, como a formação linguística em empresa.

No entanto, esse formato atinge seus limites se a formação exigir interações dinâmicas: é mais complicado estabelecer situações por videoconferência, onde o contato humano, visual e gestual são essenciais. Há também pré-requisitos materiais: a empresa deve dispor de equipamentos multimídia adequados, de uma boa conexão à Internet e, se possível, de um serviço de informática disponível: nada mais frustrante do que seguir uma conversa com uma imagem tremida ou um som chiando.

Qual organismo de formação?

Alguns organismos de formação são generalistas, ou seja, podem organizar formações sobre muitos assuntos. Outros centros, ao contrário, são apenas especialistas em algumas disciplinas: marketing, gestão, idiomas… Essa escolha também é uma questão de “sentimento”, cada organização pode propor seu próprio método, e isso deve ser respeitado. Por exemplo, alguns centros de formação oferecem aprendizado por meio do relaxamento, ou até mesmo da teatralização.

Entre em contato com diferentes centros, verifique com sua rede profissional para coletar opiniões sobre tal ou tal organismo, compare, leve o tempo necessário. Muitos oferecem acompanhamento. Assim, mesmo após a formação ter terminado em sua empresa, os funcionários treinados podem contatar o formador se tiverem perguntas, comentários, sugestões. Você deve encontrar a organização que corresponda ao espírito de sua empresa, não é apenas uma questão de custo.

Em resumo

Você entenderá, como qualquer método, a formação intra-empresarial tem vantagens e desvantagens. Muitos parâmetros (humanos, orçamentários, materiais…) devem ser considerados e não negligenciados: a qualidade da formação, a compreensão dos funcionários treinados e, portanto, a produtividade da empresa. Aqui, apresentamos muitas características dessa categoria de formação profissional para que você possa vê-la mais claramente. Se você, pequeno empresário ou grande grupo industrial, precisa organizar uma formação para seus funcionários, seja para o desenvolvimento ou a aquisição de novas competências, você não está sozinho nessa escolha. Entre em contato com um profissional de formação que lhe apresentará as diferentes opções de acordo com suas expectativas e considere, tanto quanto possível, consultar as primeiras partes interessadas: seus colaboradores.

Em um próximo artigo, discutiremos a formação interempresarial. Enquanto isso, recomendamos que você visite a página dedicada à formação profissional no site do Ministério do Trabalho. Você encontrará um inventário das disposições relativas à formação de cada um (CPF, CIF – licença individual de formação,…) e artigos explicando aos empregadores os benefícios de uma boa formação de seus funcionários.

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